Resende (RJ) é a cidade em que mais choveu neste verão

Posted: 7 de Fevereiro de 2011 in Uncategorized

A cidade de Resende (RJ), localizada a 162 km do Rio de Janeiro, foi a que registrou o maior volume acumulado de chuva entre os meses de dezembro de 2010 e janeiro de 2011, com 1.001 milímetros, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). É como se cada metro quadrado da cidade tivesse recebido, nos dois meses, cerca de 1.000 litros de água.

Ainda entre os primeiros lugares do ranking, em 4º e 7º lugar, respectivamente, aparecem as cidades paulistas de Guarulhos, na Grande São Paulo, e São Paulo, com chuvas de 866,9 e 836,8 milímetros. Em ambas as cidades, os temporais foram mais intensos em janeiro.

O ranking dos municípios com maior acumulado de chuva nos dois meses foi elaborado levando em consideração as cidades com os maiores acumulados registrados em dezembro e as cidades com os maiores acumulados em janeiro, de acordo com as estações meteorológicas monitoradas pelo Inmet.

“A distribuição de chuva pelo Brasil não é uniforme, por isso é possível que uma cidade que tenha registrado grandes acumulados de chuva em janeiro tenha tido pouca chuva em dezembro, como é o caso de Fortaleza, por exemplo (que registrou 76,4 mm de chuva em dezembro, e 667,6 mm em janeiro). A capital cearense figura entre o ranking das cidades com mais chuva em janeiro, mas levando-se em consideração a soma dos dados de dezembro e janeiro, não fica entre as que cidades com maiores acumulados”, explica ao G1 o meteorologista Luiz Cavalcanti, do Inmet.

A melhor forma de comparar o comportamento das chuvas pelo país, de acordo com Cavalcanti, é levar em consideração a média esperada para cada mês. Essa média é calculada com base em um histórico de chuvas em um período de 30 anos, em cada cidade, no mês em questão.

“Nos casos de Guarulhos e São Paulo, por exemplo, choveu em janeiro o equivalente a mais que o dobro do esperado para janeiro. Em Fortaleza, o dado chama ainda mais atenção. Em janeiro, choveu 667,6 milímetros, enquanto a média esperada para o mês é de 119,1 milímetros”, afirma.

A meteorologista Ester Regina Ito explica que a chuva acima da média histórica em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país não pode ser atribuída a nenhum fenômeno climático específico.

“Nós temos o La Niña causando chuvas abaixo na média no extremo Sul e acima da média no extremo Norte, mas nas demais áreas do país não há nenhum fenômeno específico. As chuvas, em geral, estão mesmo acima da média, mas essa condição de irregularidade é esperada, pode ocorrer ao longo da história”, diz Ester, do Grupo de Previsão Climática do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe).

A formação de sistemas meteorológicos específicos que favoreçam condições de chuva pode justificar os temporais acima da média em algumas áreas. “Estamos com a atmosfera quente nesta época do ano, e a associação de calor e umidade causa essas chuvas que temos visto. As chuvas ocorrem em forma de pancadas, e por isso são mais intensas”, afirma o meteorologista José Felipe Farias, também do Cptec/Inpe.

Farias explica que as chuvas acima da média histórica podem ocorrer devido às temperaturas também acima da normal climatológica no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país.

 

 

 

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